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Quais cursos escolher para desenvolver competências e impulsionar a carreira?

Uma formação profissional define-se pelo que permite concretamente: adquirir uma competência técnica, obter uma certificação reconhecida ou abrir acesso a…

Femme en formation professionnelle prenant des notes dans une salle de cours moderne en entreprise

Uma formação profissional define-se pelo que permite alcançar na prática: adquirir uma competência técnica, obter uma certificação reconhecida ou aceder a um novo cargo. Escolher a formação certa implica, primeiro, clarificar o objetivo e, depois, verificar se o programa realmente corresponde ao que se pretende. O mercado oferece milhares de percursos, mas nem todos proporcionam o mesmo retorno do investimento profissional.

Valor a cargo do formando no CPF: um filtro que exclui alguns trabalhadores

O Compte Personnel de Formation financia parte dos percursos que conferem certificação, mas as reformas recentes introduziram uma comparticipação financeira obrigatória para os trabalhadores. Este valor pesa mais sobre os profissionais menos qualificados e com rendimentos modestos.

Os candidatos a emprego, por sua vez, continuam isentos desta comparticipação. Resultado: a utilização do CPF está a deslocar-se gradualmente para este público, enquanto alguns trabalhadores desistem de formações que poderiam ser úteis para a sua evolução profissional.

Para contornar esta limitação, existem várias alternativas em paralelo com o CPF. O empregador pode cofinanciar um percurso através do plano de desenvolvimento de competências da empresa. O OPCO de que o trabalhador depende também pode disponibilizar apoios complementares, sobretudo para empresas com menos de cinquenta trabalhadores. Entre as formações da Piste on Jobs, algumas respondem a necessidades específicas de desenvolvimento de competências, com formatos que não dependem exclusivamente do CPF.

Antes de avançar, é essencial verificar se o programa prepara para uma certificação válida, inscrita no RNCP ou no Répertoire spécifique. O coaching ou o acompanhamento sem certificação já não é elegível para financiamento pelo CPF. Esta distinção exclui uma parte significativa da oferta disponível nas plataformas.

Homem a fazer uma formação online no escritório de casa, com dois ecrãs

Formação curta ou longa: critérios de escolha em função do projeto profissional

A duração de uma formação não é um mero detalhe logístico. Determina o que se obtém no final e a forma como o percurso se integra numa trajetória profissional.

Formações curtas para adquirir competências práticas de aplicação imediata

Uma formação curta dura, em geral, alguns dias. O objetivo é desenvolver uma competência técnica específica: dominar um software de gestão de projetos, aprender uma linguagem de programação ou adquirir um método de gestão.

Este formato é adequado para trabalhadores que pretendem especializar-se ou diversificar as suas funções sem deixar o cargo atual. O retorno do investimento é rápido, mas a formação curta não confere um diploma. Pode, no entanto, dar acesso a uma certificação profissional, se o programa estiver associado a um referencial reconhecido.

Formações longas para uma reconversão ou progressão na carreira

Um percurso longo, com duração de várias semanas a vários meses, destina-se a quem pretende obter um diploma ou uma certificação inscrita no RNCP. Este tipo de formação estrutura uma reconversão profissional ou prepara para assumir mais responsabilidades.

O custo e o tempo exigido são maiores. Antes de se inscrever, é preciso verificar três aspetos:

  • O diploma pretendido corresponde aos requisitos das ofertas de emprego no setor escolhido? Consultar anúncios de emprego recentes permite obter uma resposta concreta.
  • O horário do programa (aulas à noite, formação em alternância ou tempo inteiro) é compatível com a situação atual do trabalhador ou do candidato a emprego?
  • A entidade formadora tem a certificação Qualiopi, obrigatória para aceder a financiamentos públicos e partilhados?

Grupo de jovens profissionais a colaborar num workshop de desenvolvimento de carreira num espaço de coworking

Competências técnicas ou transversais: onde investir o tempo de formação

As competências técnicas (hard skills) respondem a uma necessidade identificada para determinado cargo. As competências transversais (soft skills) são aplicáveis a diferentes profissões e setores. Ambos os tipos se complementam, mas o seu valor no mercado de trabalho varia consoante o contexto.

Um programador que adquire competências em inteligência artificial responde a uma procura mensurável nas ofertas de emprego. Um gestor que desenvolve a sua liderança melhora o desempenho, mas essa evolução é menos tangível para um recrutador.

Para decidir, pode usar-se um método simples: analisar as ofertas de emprego para o cargo pretendido publicadas nos últimos seis meses. As competências mais mencionadas são aquelas em que vale a pena investir em formação. As competências digitais, a gestão de projetos e as línguas estrangeiras estão entre as áreas cuja procura continua elevada na maioria dos setores.

As formações comportamentais (comunicação, gestão do stress, inteligência emocional) são especialmente úteis quando acompanham uma mudança de função: passagem para um cargo de gestão, início de funções transversais ou reconversão para uma profissão que implique contacto com o público.

Como verificar o valor real de uma formação antes de se inscrever

Um catálogo de formação bem apresentado não é garantia de qualidade. Há vários indicadores que permitem avaliar um programa antes de assumir um compromisso.

  • A certificação Qualiopi atesta que a entidade formadora cumpre um referencial nacional de qualidade. Sem ela, não é possível recorrer a financiamento público.
  • A taxa de inserção profissional ou de regresso ao emprego, quando divulgada, fornece um indicador concreto dos resultados.
  • As opiniões de antigos formandos, recolhidas em plataformas independentes, revelam muitas vezes a diferença entre o que o programa promete e a realidade pedagógica.
  • Uma formação certificante deve preparar para uma certificação válida, e não para um título expirado ou em processo de retirada do RNCP. Esta informação pode ser verificada diretamente no site da France Compétences.

A entrevista profissional, obrigatória de dois em dois anos nas empresas, é o momento ideal para formalizar uma necessidade de formação e discutir o respetivo financiamento. O serviço de formação ou o responsável de recursos humanos pode depois indicar o OPCO competente, caso se pretenda obter cofinanciamento.

Escolher uma formação implica investir tempo, por vezes dinheiro próprio, e sempre alguma expectativa em relação ao futuro profissional. Verificar a certificação, comparar opiniões e analisar as opções de financiamento para além do CPF: estas etapas demoram uma hora e podem evitar meses de arrependimento.

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